quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Sedentarismo causa tantas mortes quanto cigarro

Segundo pesquisadores, falta de atividade física já pode ser considerada uma pandemia mundial



O sedentarismo pode ser tão letal quanto o tabagismo. Segundo um estudo publicado nesta quarta-feira na revista médica The Lancet, a falta de atividade física foi responsável por 5,3 milhões das 57 milhões de mortes registradas no mundo em 2008. O cigarro, por sua vez, leva cerca de cinco milhões de indivíduos a óbito todos os anos, apontam os pesquisadores.


Tais números, de acordo com o relatório, fazem com que o sedentarismo possa ser classificado como uma pandemia. Esse trabalho faz parte de uma série de artigos que o periódico vem divulgando sobre exercícios físicos, aproveitando a proximidade da Olimpíada de 2012, que começa na próxima semana em Londres.

A pesquisa considerou inatividade física como a prática de menos do que 150 minutos de atividade física moderada (caminhada rápida, por exemplo) ou menos do que 60 minutos de exercícios intensos (como corrida) por semana. Segundo os dados, esse quadro atinge um terço da população mundial adulta (maior do que 15 anos), e é ainda mais prevalente entre os adolescentes: quatro em cinco jovens de 13 a 15 anos não atingem os níveis mínimos de atividade física. O sedentarismo se torna mais comum conforme as pessoas ficam mais velhas e atinge mais mulheres do que homens e pessoas de países risco.

Esse estudo foi desenvolvido por uma equipe de pesquisadores das universidades de Harvard e da Carolina do Sul, ambas nos Estados Unidos, do Centro para Controle e Prevenção de Doenças (CDC, sigla em inglês), órgão de saúde americano, e do Instituto Nacional para Saúde e Bem-Estar da Finlândia. Para os autores, um dos grandes responsáveis pela inatividade física no mundo são os meios de transportes motorizados, que acabam aumentando o número de horas em que um indivíduo permanece sentado durante o dia.

No artigo, eles reforçam a importância de as autoridades dos países promoverem a atividade física entre a população, ampliarem o acesso das pessoas a espaços públicos onde elas possam exercitar-se e garantirem a segurança de pedestres e ciclistas. Segundo estimativas dos pesquisadores, aumentar os níveis de atividade física entre a população mundial em 10% poderia evitar mais de 500.000 mortes em todo o mundo ao ano.

Fator de risco — De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a inatividade física é o quarto maior fator de risco para doenças crônicas, ficando atrás somente da hipertensão, do tabagismo e do colesterol alto. A pesquisa publicada na revista The Lancet mostrou que o sedentarismo causa 6% dos casos de doença cardíaca coronariana, 7% de diabetes tipo 2 e 10% dos casos de cânceres de mama e cólon.

Fonte: Revista Veja

Atividades físicas trazem benefícios também ao cérebro

A prática de exercício ativa a memória, reduz a ansiedade, dá prazer e alivia a tensão do cérebro



Que a prática de esportes faz bem para o corpo, tonifica os músculos e melhora a capacidade respiratória, todo mundo já sabe. Mas os cientistas descobriram que, muito além dos benefícios para o corpo, os exercícios são ótimos para a saúde do cérebro. Fazer artes marciais, dança, natação, e outros esportes favorece o bombeamento de sangue, o que indica mais oxigênio pelo corpo, inclusive para as células da massa cinzenta. Isso significa que quem faz exercícios físicos regularmente tem risco menor de sofrer AVCs (acidentes vasculares cerebrais).

Os exercícios aeróbicos também estimulam a criação de novos neurônios, o que era impensável até o fim dos anos 90, quando se acreditava que nascíamos com uma quantidade certa de neurônios (cerca de 86 milhões) e que esse número só diminuiria com os anos.

"Além de possibilitar o ganho de novos neurônios, o exercício aumenta a capacidade de interação e comunicação entre eles, que é o que chamamos de sinapse", afirma Li Li Min, professor do Departamento de Neurologia da Unicamp. Isso quer dizer que os exercícios físicos não só aumentam a quantidade de jogadores em campo no cérebro (que seriam os novos neurônios) como também melhoram a qualidade do passe entre eles (sinapse).

Os pesquisadores coordenados por Min analisaram imagens cerebrais de oito lutadores de judô, oito corredores de maratonas de longa distância e 20 sedentários. E perceberam um aumento na massa cinzenta daqueles que praticavam esportes.

"A pesquisa serviu para mostrar a capacidade adaptativa do cérebro aos exercícios. Se a prática de esportes pode influir inclusive na plasticidade da massa cinzenta, fazendo com que áreas do cérebro se desenvolvam mais, isso indica que os benefícios das atividades físicas são mesmo inegáveis à mente", diz Min.

Assim como a questão dos neurônios, o aumento da massa do cérebro era outro tabu: acreditava-se que ela só podia ser desenvolvida por algumas doenças que fariam o órgão se tornar maior em alguma parte. O estudo do professor Min mostrou que, como qualquer músculo do corpo, o cérebro também pode "ganhar massa", dependendo da região à qual aquela prática esportiva está associada.

Fonte: Revista Vida Simples

Excesso de gordura abdominal pode provocar disfunções sexuais e urinárias em homens

Pesquisa mostrou que circunferência da cintura pode prever risco de complicações como incontinência urinária e ejaculação precoce



O ganho de peso, especialmente em função da gordura que fica acumulada no abdome, pode não só desencadear doenças cardíacas e problemas metabólicos, mas também aumentar as chances de um homem sofrer disfunções sexuais e urinárias. Estudo realizado pelo Hospital Presbiteriano de Nova York, nos Estados Unidos sugere, pela primeira vez, que emagrecer pode ajudar a evitar complicações como micção frequente e disfunção erétil. De acordo com os resultados, publicados na edição do mês de agosto do periódico British Journal of Urology International (BJUI), reduzir a medida da circunferência abdominal em seis centímetros já melhora de maneira significativa a incidência desses problemas entre o sexo masculino.


A pesquisa se baseou em dados de 409 homens de 40 a 91 anos de idade que haviam apresentado algum sintoma no trato urinário inferior (STUI) — por exemplo, dificuldade em urinar e incontinência urinária, que são problemas comuns entre homens mais velhos. De acordo com os autores, uma maior circunferência abdominal foi associada a um maior número de vezes em que um individuo urina no dia: 39% dos homens com as maiores medidas do abdome urinavam oito vezes em um período de 24 horas e 44% precisavam ir ao banheiro ao menos duas vezes durante a noite. Esses índices foram de 16% e 15%, respectivamente, entre aqueles com as menores circunferências abdominais.

Problemas no sexo — Em relação a complicações de ordem sexual, 75% dos homens do grupo com as maiores medidas do abdome apresentavam disfunção erétil e 65% sofriam problemas de ejaculação precoce. Já entre os participantes com as menores cinturas, essas porcentagens foram de 32% e 21%, respectivamente.

"Os resultados demonstram que a obesidade entre homens afeta o bem-estar deles de maneira profunda", diz Steven Kaplan, coordenador do estudo. De acordo com o pesquisador, não é possível afirmar que a obesidade provoca diretamente problemas de ordem sexual e urinária, mas sim que as alterações hormonais e de fluxo sanguíneo provocadas pelo excesso de peso contribuem para essas complicações. "Essas evidências contribuem para a recomendação de que os homens devem manter um peso saudável para garantir uma boa saúde em geral."


Fonte: Revista Veja

domingo, 10 de junho de 2012

Torcicolo Congênito

O torcicolo muscular congênito é definido como uma fibrose no interior do músculo esternocleidomastóideo que posteriormente acarreta encurtamento e contratura muscular. O termo torcicolo deriva das palavras latinas tortus (torto) e collum (pescoço), e é uma deformidade no nível do pescoço ocasionada por um encurtamento do músculo esternocleidomastóideo , que na maioria dos casos provoca uma inclinação da cabeça na direção do lado afetado e rotação da mandíbula em direção ao lado oposto. Dentre as causas do torcicolo destacam-se:
  1. A pré-natal;
  2. a traumática;
  3. a infecciosa;
  4. a neurogênica;
  5. a isquêmica;
  6. a hereditária e
  7. mais recentemente a de uma distrofia muscular congênita com manifestações pré ou pós-natal.
Patogenia:

Ao exame macroscópico, o "tumor" esternocleidomastóideo é branco e brilhoso, dando a aparência de um fibroma de partes moles. Os estudos microscópicos mostram que ele consiste de tecido fibroso denso, sem evidências de hemorragias ou hemossiderina. Em crianças mais velhas, após o desaparecimento "tumor", tecido excisado do músculo esternocleidomastóideo mostra que ele foi substituído por tecido fibroso, com perda das estriações transversas, vacuolização e rotura das bainhas endomisiais.


Quadro Clínico:

O quadro clínico do torcicolo é diferente de acordo com a idade do paciente e se o acometimento é unilateral ou bilateral.
  1. Recém-nascidos: O torcicolo nem sempre está presente, e o exame clínico evidencia apenas uma leve inclinação lateral da cabeça e, mais freqüentemente, rotação pura da cabeça e face na direção oposta ao músculo comprometido. Duas ou três semanas após o nascimento pode desenvolver-se uma massa fusiforme de consistencia endurecida e indolor, localizada no interior do músculo esternocleidomastóideo, que na maioria dos casos regride espontâneamente, no espaço de dois a três meses. Em alguns pacientes, o tumor pode persistir por mais de seis meses e produzir torcicolos até a idade de 9 a 15 meses.
  2. Crianças Maiores de 1 ano: Nestes pacientes, a cabeça encontra-se inclinada em direção ao lado comprometido, com a mandíbula e a face rodadas em direção contrárias. A persistência da deformidade provoca achatamento e assimetria da face, com desnivelamento dos olhos e orelhas, que situam-se em um nível inferior ao lado normal. O ombro do lado afetado torna-se elevado, e freqüentemente existe uma escoliose cervicodorsal. A rotação e inclinação lateral do pescoço estão diminuídas, enquanto que a flexão e a extensão usualmente são normais.


Tratamento:


Em cerca de 80% dos casos, a fibrose não é suficiente para requerer cirurgia corretiva. Em crianças com menos de 1 ano de idade, o tratamento do torcicolo muscular congênito consiste em exercícios de estiramento muscular. Os exercícios podem ser divididos em duas etapas e devem ser realizados por duas pessoas. Uma das pessoas fixa ambos os ombros e a outra segura a cabeça com uma mão na base do crânio e a outra em torno da mandíbula da criança. A cabeça da criança é então tracionada suavemente. A primeira etapa consiste em tracionar a cabeça da criança com o intuito de afastá-la dos ombros e em seguida realizar uma rotação da cabeça em direção ao lado oposto, de tal forma que a mandíbula aproxime-se do ombro oposto ao músculo lesado. Esta posição deverá ser mantida por 10 segundos. A segunda etapa consiste em tracionar a cabeça, incliná-la ligeiramente para a frente e rodá-la ligeiramente para o lado oposto à lesão. Em seguida o pescoço da criança é inclinado lateralmente até que a orelha esteja em contato com o ombro. O estiramento é mantido durante 10 segundos. Estes exercícios devem ser repetidos no mínimo 5 vezes, em 2 ou mais sessões diárias. Também deve ser dada orientação para o preparo do quarto do recém-nascido. O berço deve ser colocado junto à parede e a criança colocada de tal forma que para olhar os estímulos tenha que movimentar a cabeça para o lado da lesão, ou seja, o lado não lesado deverá estar voltado para a parede, quer esteja em decúbito ventral, quer esteja em decúbito dorsal. Dessa forma pode-se conseguir estiramento do esternocleidomastóideo sem necessidade de cirurgia.







segunda-feira, 21 de maio de 2012

Diabetes aumenta risco de ombro congelado

Problemas no ombro não é a primeira coisa que passa pela nossa mente quando a maioria das pessoas pensa no diabetes
Porém, estudos descobriram uma relação entre ambos os tipos de diabetes e essa misteriosa condição nos ombros, que ocorre em três estágios: semanas de dores inexplicáveis nos ombros, seguidas por meses de rigidez "congelada" e restrição de movimentos, e finalmente um estágio de "descongelamento", no qual o movimento retorna gradualmente.
A condição, também conhecida como capsulite adesiva, aflige de 2% a 5% da população em geral, mas pelo menos 20% das pessoas com diabetes tipo 1 e tipo 2, e o risco aumenta com a idade.
Ninguém sabe precisamente como isso é causado. Entretanto, cientistas acreditam que possa ter alguma relação com o excesso de glicose acumulado nos ombros, o que faz com que as fibras de colágeno fiquem "coladas", restringindo os movimentos. O diabetes parece desenvolver casos mais agressivos.
Porém, médicos afirmam que há medidas para conter essa condição. O controle do açúcar no sangue é um passo importante. O uso de adesivos de aquecimento e anti-inflamatórios, como aspirina e ibuprofeno, pode aliviar a dor inicial. Exercícios de alongamento em casa e fisioterapia podem ajudar a recuperar os movimentos e algumas vezes prevenir a volta dos sintomas. Injeções de cortisona não outra opção, mas alguns especialistas suspeitam que isso pode aumentar os níveis de glicose.
Quando nada mais funciona, os médicos recomendam um procedimento artroscópico de ombros, que remove tecidos de cicatrização e ligamentos livres. Estudos mostram que esse procedimento tem um alto índice de sucesso.

Fonte: New York Times

Fisioterapeuta avalia desenvolvimento motor de bebês

Bebês pequenos para a idade gestacional - ou PIG, como são chamados pelos especialistas - apresentam grandes chances de ter um desenvolvimento motor prejudicado, especialmente aqueles expostos a ambiente familiar desfavorável. Uma avaliação realizada na Faculdade de Ciências Médicas (FCM) pela fisioterapeuta Denise Campos em 95 bebês apontou que os nascidos PIG apresentaram diferenças significativas no desenvolvimento motor nos primeiros meses de vida em relação aos bebês adequados para a idade gestacional, denominados AIG. Os bebês PIG consistem em um dos alvos de pesquisa do Grupo Interdisciplinar de Avaliação do Desenvolvimento Infantil (Giadi) da FCM, que até o início do ano era coordenado pela neurologista Vanda Maria Gimenes Gonçalves, falecida recentemente, também orientadora da tese de doutorado defendida por Denise Campos.
Os dois grupos de voluntários da pesquisa nasceram dentro do prazo ideal de gestação, ou seja, a partir de 37 semanas. No entanto, os pequenos sofreram algum tipo de restrição de crescimento já no útero materno. Em geral, mães fumantes, com hipertensão ou com quadro de desnutrição podem ocasionar o nascimento de um bebê PIG. Esta criança, não necessariamente, nasce com baixo peso ou prematuro. Mas, a grande maioria dos bebês PIG é também baixo peso, ou seja, nascem com menos de 2,5 quilos.
Segundo Denise Campos, as principais diferenças ocorreram no segundo e sexto mês de vida da criança. Ou seja, dentro do primeiro ano, no período de maior aquisição motora dos bebês, pois justamente nesta fase eles aprendem a rolar, sentar, engatinhar e andar. "O fato de se encontrar diferenças não quer dizer que a criança irá continuar nesta mesma escala de dificuldade o resto da vida. Mas, é bom que se observe o desempenho motor deste grupo com maior rigor para que não haja um comprometimento futuro", destaca a fisioterapeuta.
Os bebês foram avaliados com a escala americana Bayley de desenvolvimento infantil, que inclui um total de 48 provas para avaliação motora dos primeiros seis meses de vida. Além de terem uma pontuação geral em níveis mais baixos, os bebês PIG também desempenharam algumas atividades com menor frequência. No segundo mês de vida, por exemplo, os movimentos alternantes para se arrastar de barriga para baixo, virar de barriga para cima e equilibrar a cabeça, ficaram aquém dos números observados nos bebês AIG. Já no sexto mês de vida, a principal dificuldade dos pequenos foi sentar-se sozinho, equilibrando por um tempo entre dois e trinta segundos. As avaliações foram feitas ainda no primeiro e terceiro meses, sendo que nesses períodos nenhuma diferença estatística foi observada.
Num segundo momento, a fisioterapeuta investigou outros fatores que poderiam contribuir para as diferenças encontradas entre os bebês PIG e AIG. Para isso, foram colhidas informações sobre as características familiares dos bebês, a partir de um questionário respondido pelos pais. Verificou-se diferença significativa quanto à ocupação materna, escolaridade materna e renda per capita, sendo que no grupo PIG houve maior frequência de mães que não trabalhavam fora de casa, que apresentavam menos de oito anos de estudo e com baixa renda familiar.
"Acreditamos que as características familiares tenham contribuído para as diferenças motoras encontradas. O ambiente em que a criança vive pode afetar seu desenvolvimento, principalmente no caso dos bebês PIG. Um ambiente rico em estímulo ajuda a minimizar os riscos de comprometimento futuro. Já o contrário, um ambiente com pouca estimulação e superproteção, pode contribuir para o atraso no desenvolvimento motor", explica Denise. Neste sentido, a pesquisa serve para destacar a necessidade de políticas públicas voltadas para a orientação dos pais, e divulgação de estratégias para estimular o desenvolvimento motor desde o nascimento, a fim de prevenir ou minimizar alterações motoras.

Fonte: Jornal da Unicamp

Pilates: desenvolvendo corpos fortes, flexíveis e saudáveis

A orientação médica diz que alimentação saudável associada à prática regular de exercícios físicos é a combinação ideal para quem busca regular o funcionamento do organismo e adquirir qualidade de vida. Melhor ainda quando essa prática esportiva, além de ajudar a enrijecer a musculatura, corrige a postura, dá mais flexibilidade, melhora a percepção corporal e o condicionamento físico, respeitando as características e limitações individuais.
A associação de todos esses benefícios é o que vem atraindo, a cada dia, mais praticantes ao Pilates, método de trabalho corporal criado pelo alemão Joseph Pilates na época da primeira guerra mundial e que já começa a ficar conhecido em Brasília. "Se inicialmente o Pilates foi utilizado por bailarinos para tratar lesões e ampliar seus limites, nos últimos dez anos tem sido difundido no mundo como um excelente aliado na reabilitação, no esporte e no fitness", esclarece Christine Marie, fisioterapeuta, instrutora de Pilates e proprietária do estúdio com seu nome.
O Pilates tem como principal objetivo a harmonização postural, trabalhando força, flexibilidade, respiração, equilíbrio, controle de centro (abdômen), eficiência e fluidez de movimento. E integra todos esses princípios com a realização do movimento. É indicado na reabilitação de lesões de joelhos, ombros e coluna (como lombalgia, cervicalgia e hérnia de disco) e outras doenças, como as fibromialgias. É procurado, também, por pessoas que desejam melhorar a qualidade de vida por atletas, para melhorar a performance corporal e a capacidade física e, atualmente, para melhorar a estética corporal.
As aulas podem ser realizadas no solo ou em aparelhos. "No nosso estúdio, as aulas são iniciadas com exercícios no solo, com ênfase na respiração, alongamentos, ativação dos músculos (principalmente do abdômen), organização dos ombros e da pelve", exemplifica Christine Marie. Nesse momento, são usados acessórios, como bolas, elásticos, rolos e flex ring, que incrementam a execução dos movimentos.
Em seguida os alunos passam para a sala de aparelhos, que são estruturas complexas que possibilitam várias modificações, possuem molas no lugar dos tradicionais pesos. As molas têm a função de oferecer auxílio ou resistência, podendo aumentar ou diminuir o grau de dificuldade dos exercícios. Os movimentos começam simples e evoluem progressivamente para exercícios avançados, elaborados e bonitos, respeitando a individualidade de cada aluno. As aulas são realizadas individualmente ou em pequenos grupos, com uma hora de duração, duas ou três vezes por semana.
Há também o Pilates Fit, uma modalidade aeróbica do método, direcionada para pessoas que buscam maior performance corporal e mais resistência física. Os exercícios são realizados em apenas um aparelho chamado Fit Reformer e todos os alunos fazem o mesmo exercício simultaneamente, em um ritmo mais rápido. O trabalho é forte e os resultados aparecem rapidamente.
O resultado de todo esse trabalho é o desenvolvimento de corpos fortes, flexíveis e saudáveis, a melhora do equilíbrio corpo e mente, e a diminuição do stress.
Um pouco mais do método Joseph Pilates foi uma criança asmática e raquítica. Orientado a buscar a cura nos exercícios físicos, dedicou-se tanto a prática desses que, aos 14 anos, pousava para quadros de anatomia. Tornou-se autodidata, estudou e praticou yoga hatha, meditação zen, exercícios gregos e romanos, e abordagem analítica do movimento humano. Foi ginasta, esquiador, mergulhador, boxeador e artista de circo. Teve a oportunidade de usar toda essa experiência com companheiros de um campo de concentração onde esteve exilado na época da primeira guerra mundial. Depois do exílio, viajou para os EUA e abriu o seu primeiro estúdio, onde o método foi inicialmente difundido. Em Nova York, Joseph Pilates tornou-se conhecido por reabilitar bailarinos de lesões traumáticas e de repetições, e por fazê-los voltar ao palco.
O método chegou ao Brasil em 1991, pelas mãos da bailarina Alice Becker, que se tornou a primeira brasileira a se certificar internacionalmente para a instrução do Pilates no país. Foi ela, também, que abriu o primeiro estúdio nacional para a prática do Pilates, em Salvador, na Bahia. Hoje, a Physio Pilates é licenciada da Polestar Education para a América Latina para a formação de instrutores. A Polestar tem sede nos Estados Unidos e contém atualmente o mais extenso currículo e a maior certificação do mundo em Pilates. "Você se sentirá melhor em 10 aulas, parecerá melhor ainda em 20 e terá um corpo novo em 30 aulas"
(Joseph Pilates, criador do método)
Nota:
Principais benefícios do Pilates:
  • - Trabalha a correção postural
  • - Aumenta a percepção corporal
  • - Melhora a capacidade física e a flexibilidade
  • - Fortalece toda a musculatura do corpo, com ênfase no abdômen.
É importante ressaltar que o método compreende a realização do movimento e a integração simultânea aos princípios, que é o grande diferencial deste. A realização do movimento por si só, mesmo que semelhante, é incapaz de produzir o resultado prometido pelo método.

Fonte: ParouTudo.com - Corpo e Saúde/ Online